COVID-19 – Barbacena vem registrando mortes diárias e número de infectados continua crescendo

Já foram confirmados 22 óbitos só este ano entre pessoas residentes na cidade e de outros municípios que faleceram em hospitais locais

Paulo Emílio Gonçalves/Portal CB

O número de mortes causadas por complicações relacionadas ao novo Coronvírus (Covid-19) e a quantidade de casos da doença vêm crescendo dia a dia em Barbacena desde o início do ano. Só nas primeiras duas semanas de 2021 – do dia 1º até ontem, quinta-feira (14) – foram registrados 14 óbitos de pessoas que moram em Barbacena, ou seja, um por dia. Se acrescentar as mortes de pacientes de outras cidades que faleceram em hospitais locais, são mais oito, totalizando 22 vidas perdidas. Do início da pandemia, em março do ano passado, até ontem foram registrados 83 óbitos na cidade: 46 de residentes em Barbacena e 37 de moradores de municípios vizinhos.

Para se ter uma ideia do que vem ocorrendo em Barbacena, somente esta semana, entre segunda-feira e ontem, quinta-feira, foram sete mortes causadas pela doença, sendo duas na segunda-feira, duas na terça, uma na quarta e duas nesta quinta-feira. Todos estes óbitos foram de moradores de Barbacena. Não foi registrada neste período nenhuma morte de pacientes de outros municípios por complicações causadas pela Covid.

Já os casos confirmados da doença, do dia 1º de janeiro até ontem (14), foram 449 novos infectados em Barbacena. Neste mesmo período, 420 pacientes se curaram. Apenas nesta quinta-feira houve mais 47 registros de contaminação na cidade, além de dois óbitos.

Os dados são dos boletins da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesap), divulgados todas as noites no portal da Prefeitura. O total de casos confirmados de Covid-19, segundo o último boletim, chegou a 2.668 desde o início da pandemia e os curados somam 2.460.

Hospitalizações

A Prefeitura de Barbacena, através da Sesap, começou a divulgar, também diariamente, a ocupação de leitos para Covid-19 em cada um dos hospitais do município que atende pacientes infectados. Até a noite desta quinta-feira estavam ocupados 41 leitos, sendo 28 com pacientes que residem em Barbacena e 13 com moradores de outras cidades.

Segundo o boletim, no Hospital Ibiapaba, dos dez leitos para Covid-19 na enfermaria, quatro estavam ocupados. Já na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), que também possui dez leitos para pessoas infectadas com o novo Coronavírus, havia sete pacientes.

Na Santa Casa de Misericórdia, dos 20 leitos disponíveis para Covid-19 – dez clínicos e dez na UTI – estão internados sete pacientes na ala clínica e seis na terapia intensiva.

No IMAIP (Policlínica), que é o principal hospital para tratamento da doença em Barbacena, são 22 leitos disponíveis, dez deles na UTI. A unidade hospitalar está com 17 leitos ocupados, sendo nove na UTI.

Em isolamento domiciliar, ou seja, em casa, existem ainda 134 pacientes com diagnóstico confirmado da doença.

Notificações

As notificações de Covid-19 no município de Barbacena já se aproximam da casa dos 10 mil. No momento, segundo o último boletim, são 9.459 notificações da doença. Deste total, 2.668 exames apresentaram resultado positivo (casos confirmados), 2.737 deram negativo e 3.035 pacientes cumpriram isolamento de duas semanas e não apresentaram sintomas de contaminação.

Quanto aos casos suspeitos, existem 999 pessoas que estão sendo monitoradas, além de 16 internações suspeitas e quatro óbitos em investigação.

Onda vermelha

O município de Barbacena está na “onda vermelha” do programa Minas Consciente, do governo estadual, a mais restritiva para controle da pandemia, que define o funcionamento das atividades econômicas. Nesta fase, apenas os serviços essenciais podem funcionar com a presença de público. Os outros setores só podem atender através do sistema de delivery ou receber o público fora dos estabelecimentos, mesmo assim se responsabilizando pelos procedimentos para evitar aglomeração.

Todos as medidas necessárias estão sendo tomadas para tentar controlar o avanço da Covid-19 em Barbacena, mas as autoridades em saúde afirmam que a principal arma contra a disseminação do vírus, no momento, é a colaboração da população.

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