Encontro em Barbacena vai discutir a trajetória da comunidade Puri

Evento acontece dia 26 de janeiro no distrito de Padre Brito e reunirá indígenas, entidades e historiadores

A trajetória da comunidade remanescente Puri, desde antes da institucionalização do território brasileiro até os dias de hoje é o principal tema do Encontro do Povo Puri, que acontece no dia 26 de janeiro, domingo, no distrito de Padre Brito. O evento tem organização da Associação Regional da Comunidade Remanescente de Índios Puris Padre Brito, fundada no ano de 2016 e que tem como presidente Saria Trindade. O encontro conta ainda com o apoio do Instituto Socioambiental das Vertentes (IVERT), Sindicato dos Trabalhadores e Empregados Rurais de Barbacena (SINTER) e Associação Cultural Sétimo Degrau. “Esta é uma excelente oportunidade para que a nossa comunidade possa trocar ideias e experiências sobre a situação dos indígenas em nossa região, em Minas Gerais e no Brasil. Nossas vivências representam o foco principal”, afirma Saria Trindade.

Segundo Olívia Batista, uma das fundadoras do IVERT, o encontro tem como base dois eixos principais. “Vamos trabalhar a Organização Coletiva e Auto Gestão e o Arquivo de Memória e Língua Puri”, disse ela, ressaltando que, além dos índios puris, a programação terá a participação de historiadores e pesquisadores. “Já temos a confirmação do professor Willer Araújo Barbosa, da indigenista Clara Ferrari, dos historiadores barbacenenses Edna Rezende e Shelton Carvalho, do pesquisador João Paulo Ferreira de Assis, de Carandaí, da escritora e poeta puri Zélia Balbina e do pesquisador e artista puri Matheus Way”, afirmou. O evento, que acontece na Escola Benjamim Ferreira Guimarães, em Padre Brito, entre 09 e 14 horas, terá como dinâmica a troca de informações entre organizadores, pesquisadores e comunidade. “A comunidade será ouvida primeiramente e as intervenções deverão vir no sentido de propor soluções para os problemas e as demandas levantadas”, explicou Olívia Batista.

Sérgio Cardoso Ayres, do Sétimo Degrau e do Conselho Municipal do Patrimônio Histórico e Artístico (COMPHA), ressalta que a comunidade Puri é registrada como patrimônio cultural imaterial de Barbacena. “A história dos puris em nossa região se confunde com a do próprio município. Aliás, tanto as localidades de Padre Brito e a de Ponto Chique, esta com o Quilombo dos Candendê, são objeto de pesquisa e trabalhos acadêmicos por sua importância para Minas Gerais”, disse ele.

Membros da comunidade puri de Padre Brito com o arquiteto Sérgio Ayres (Foto: Divulgação)
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