MISTÉRIO – Pessoas são internadas em MG com quadro de insuficiência renal e alterações neurológicas

Uma pessoa já morreu e Secretaria de Saúde do Estado está investigando a doença

Paulo Emílio Gonçalves/Portal CB

A Secretaria de Saúde do Estado de Minas Gerais (SES) está investigando casos de pessoas que foram hospitalizadas em Belo Horizonte e Juiz de Fora com quadro de insuficiência renal e alterações neurológicas. Os pacientes foram internados em dezembro, mas só na terça-feira passada (07) os quadros foram confirmados. De acordo com a SES, uma pessoa já morreu e outras sete ainda estão internadas.

O Centro de Informações Estratégicas em Vigilância da Saúde do estado (CIEVS Minas) emitiu, no início da semana, uma nota técnica sobre o ocorrido. Segundo o documento, em 30 de dezembro de 2019, o CIEVS Minas foi notificado da ocorrência de um caso de insuficiência renal aguda com alterações neurológicas de etiologia a esclarecer de paciente internado em hospital privado de Belo Horizonte. No dia seguinte, 31 de dezembro, foi notificado um segundo caso com a mesma sintomatologia, internado em um hospital de Juiz de Fora.

A partir dessas notificações foi desencadeada uma investigação conjunta do CIEVS Minas / CIEVS BH com o objetivo de esclarecimento diagnóstico e busca de novos casos.

A nota diz ainda que até o dia 6 de janeiro, segunda-feira passada, foram notificados sete casos suspeitos com o início de sintomas mais precoce, datando de 19 de dezembro de 2019. No entanto, a SES informou que na terça-feira (07), um paciente morreu e no decorrer da semana, até a manhã de hoje, quinta-feira, surgiu mais um caso.

Os dados iniciais mostraram que 100% dos pacientes são do sexo masculino, com idade entre 23 e 76 anos. A maioria desses pacientes mora em Belo Horizonte, sendo que um reside em Nova Lima, região metropolitana, e o que faleceu – Paschoal Darmartini Filho, de 55 anos – morava em Ubá, na Zona da Mata, e estava internado em Juiz de Fora. Os outros estão em hospitais da região metropolitana de Belo Horizonte, todos eles apresentando insuficiência renal aguda de rápida evolução (até 72 horas) e alterações neurológicas centrais e periféricas.

A média de tempo entre início dos primeiros sintomas e a internação é de dois dias e meio. Os sintomas começam com náusea e/ou vômito e também dor abdominal, associados à insuficiência renal aguda grave de evolução rápida. Depois aparecem alterações neurológicas, como paralisia facial e vista borrada.

Segundo a Secretaria de Estado de Saúde, a recomendação diante dos sintomas é procurar por unidade de saúde o mais rápido possível, que comunicará ao CIEVs imediatamente os casos notificados. Exames laboratoriais estão sendo realizados na Fundação Ezequiel Dias (FUNED), mas até o momento não há resultados conclusivos.

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