Sobe para quatro o número de mortes suspeitas de intoxicação por cerveja fabricada pela Backer

Empresa apresenta, na justiça, vídeo com suposto indício de sabotagem

Paulo Emílio Gonçalves/Portal CB

A Secretaria de Estado da Saúde do Estado de Minas Gerais (SES/MG) comunicou nesta quinta-feira (16) que quatro pessoas já morreram com suspeita de intoxicação por cerveja fabricada pela Backer. No entanto, esta confirmação depende ainda do resultado de análises laboratoriais. Das quatro vítimas, em uma foi identificada a presença de dietilenoglicol no sangue.

De acordo com a SES/MG, uma mulher morreu na cidade de Pompéu no dia 28 de dezembro; um homem que estava internado em Juiz de Fora faleceu no dia 7 de janeiro, tendo sido encontrado a sustância dietilenoglicol em seu sangue; e nesta semana morreram dois homens em Belo Horizonte – um na quarta-feira e outro ontem, quinta-feira.

Ainda segundo a Secretaria Estadual de Saúde, subiu para 18 os casos suspeitos de intoxicação exógena por dietilenoglicol em Minas Gerais, sendo 16 pessoas do sexo masculino e apenas duas mulheres. Quatro casos já foram confirmados e 14 ainda estão sob investigação.

Dos 18 casos registrados, 12 são em Belo Horizonte e os outros em São João Del Rei, São Lourenço, Ubá, Viçosa, Nova Lima e Pompéu, sendo um em cada cidade.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento interditou todos os lotes suspeitos de estarem contaminados por dietilenoglicol, da cervejaria Backer, em Belo Horizonte. As marcas e os lotes são os seguintes: Backer D2 L1 2007, Backer Pilsen L1 1549, Backer Pilsen L1 1565, Belorizontina L2 1197, Belorizontina L2 1348, Belorizontina L2 1354, Belorizontina L2 1455, Belorizontina L2 1464, Belorizontina L2 1474, Belorizontina L2 1487, Belorizontina L2 1546, Belorizontina L2 1557, Belorizontina L2 1593, Belorizontina L2 1604, Belorizontina L2 1604, Brown 1316, Capitão Senra L2 1571, Capitão Senra L2 1609, Capixaba L2 1348, Fargo 46 L1 4000, Pele Vermelha L1 1345 e Pele Vermelha L1 1448.

A cervejaria Backer vem informando, insistentemente, que não utiliza o dietilenoglicol em sua linha de produção. Segundo a empresa, apenas o monoetilenoglicol é utilizado nas serpentinas para resfriamento do produto.

A Polícia Civil (PC) informou durante a semana que nas amostras de cerveja e na água da fábrica foram encontrados o dietilenoglicol, que é apontado pela PC como causadora da intoxicação.

Sabotagem

A Baker apresentou, na justiça, um vídeo com suposto indício de sabotagem nos barris de monoetilenoglicol. O vídeo foi anexado a um pedido da cervejaria para retomar as atividades, que foram suspensas na sexta-feira da semana passada, dia 10.

Na quarta-feira passada, a Polícia Civil foi até a distribuidora que fornece monoetilenoglicol para a Backer, na capital, onde realizou um trabalho de busca e apreensão. Foram recolhidos amostras do produto e documentos.

Liminar libera atividades

Nesta quinta-feira (16) a juíza federal substituta Anna Cristina Rocha Gonçalves determinou, através de uma liminar, a reabertura parcial da fábrica da Backer, em Belo Horizonte. No entanto, a magistrada definiu medidas a serem tomadas pela empresa. A comercialização das cervejas ainda está proibida. As marcas Belorizontina e Capixaba devem continuar sendo recolhidas das prateleiras, bem como os lotes de outros rótulos indicados pelo Ministério da Agricultura como contaminados.

A juíza autorizou que a cervejaria Backer volte a envasar garrafas de cervejas nos tanques não lacrados pela polícia, referente a outros rótulos produzidos pela empresa, exceto as cervejas Belorizontina e Backer.

(Fontes: SES/MG e G1)

Total Page Visits: 1193 - Today Page Visits: 2

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *