Ação conjunta cumpre mandados contra empresários em Barbacena por sonegação de impostos

Operação ‘Demerara’ investiga empresários do ramo de distribuição de alimentos, suspeitos de sonegar quase R$ 200 milhões em ICMS

Uma força tarefa composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Receita Estadual e Polícia Civil (PC), deflagrou na manhã desta quinta-feira, 12, em Barbacena, Varginha (Sul de Minas) e em São Paulo, a operação ‘Demerara’, que busca coibir a prática de sonegação fiscal e recuperar os valores desviados do Estado de Minas Gerais. A operação investiga empresários do ramo de distribuição de alimentos com atuação na Ceasa de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte.

De acordo com as primeiras informações do MPMG, na ação desta quinta-feira estão sendo cumpridos seis mandados de prisão e doze de busca e apreensão em Barbacena (foto), Contagem, Nova Lima, Varginha, Belo Horizonte e ainda em Araruama, no Rio de Janeiro. Os nomes dos empresários envolvidos ainda não foram divulgados.

Os mandados foram expedidos pela Vara de Inquéritos de Contagem e a operação conta com a participação de quatro promotores de Justiça de Minas Gerais, 40 auditores-fiscais da Receita Estadual, seis delegados e 52 investigadores da Polícia Civil. Até o momento não há informação sobre quantos mandados estão sendo cumpridos em Barbacena.

Segundo as investigações, os empresários são suspeitos de cometerem crimes contra a ordem tributária, além de falsidade ideológica, associação criminosa e lavagem de dinheiro, entre 2001 e 2017. Nesse período, o grupo empresarial composto por mais de 10 empresas teria sonegado cerca de R$ 200 milhões em Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) devidos ao Estado de Minas Gerais. As investigações apontam que eles compravam notas fiscais frias no mercado negro e as utilizavam para diminuir o valor mensal do imposto.

Ainda de acordo com o Ministério Público de MG, a organização criminosa seria formada por pessoas ricas, bem instruídas e é orientada por especialistas. Desde a década de 1990, os investigados teriam constituído um grande grupo econômico composto por empresas do ramo de distribuição de alimentos, principalmente de açúcar. O grupo seria chefiado por dois irmãos que serviriam como ‘laranjas’ para constituir as empresas atacadistas, blindando seu patrimônio pessoal. Há suspeita de que empregados eram coagidos a emprestar seus nomes para a constituição das empresas.

As investigações teriam descoberto que um dos sócios usava parte dos recursos obtidos com a sonegação fiscal para construir uma mansão localizada em loteamento nobre na cidade de Nova Lima, avaliada atualmente em torno de R$ 30 milhões.

 (Fonte: G1 Zona da Mata)

Empresários do ramo alimentício em Barbacena são alvos da operação ‘Demerara’ (Fotos: Divulgação/MPMG)
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