Mulher tenta fraudar o INSS em Barbacena e é detida pela polícia

Acusada estaria usando documento falso para reativar um benefício previdenciário de uma pessoa já falecida; uma comparsa também foi presa

Uma mulher foi presa acusada de tentar aplicar um golpe no Instituto Nacional de Seguro Social (INSS), em Barbacena, na manhã desta terça-feira, 15. De acordo com informações passadas ao portal Cidade de Barbacena, Joana Dark de Paula, 65 anos, teria chegado na agência do INSS (foto) apresentando um documento falso onde constava sua fotografia e o nome de Maria Clara Sobreira. Um funcionário do instituto suspeitou da mulher no momento em que ela tentava reativar um benefício da Previdência que havia sido suspenso desde o dia 5 de novembro do ano passado.

A Polícia Militar (PM) foi acionada e compareceu à agência, que fica na rua Teobaldo Tolendal, no centro da cidade. Segundo consta no Boletim de Ocorrência da PM, após ser abordada a mulher se mostrou meio confusa. Os militares acionaram o serviço de inteligência da PM, que apurou junto ao Cartório de Registro Civil e Notas da cidade de Ibertioga, que fica a cerca de 40 quilômetros de Barbacena, onde mora Joana Dark, que a beneficiária Maria Clara Sobreira, nome usado por ela para supostamente tentar fraudar o INSS, havia falecido em 5 de novembro de 2017.

Ao ser questionada pelos policiais, Joana indicou uma comparsa que estaria envolvida na suposta fraude. Ela disse que seria uma mulher de nome Raquel e que ela teria lhe passado o documento de identidade e três cartões de crédito em nome de Maria Clara Sobreira. Joana declarou aos militares que chegou a ir ao banco, sob orientação da tal Raquel, para sacar dinheiro com os cartões, mas não conseguiu porque a quantia estava bloqueada. Ela afirmou ainda que procurou o gerente da agência bancária que a orientou a retirar um extrato a ir ao INSS para saber o que havia acontecido.

Na agência do INSS, após ser abordada, Joana passou aos policiais o número do telefone de Raquel. Eles ligaram para a mulher e no momento em que ela atendeu o telefone foi perguntada se conhecida a senhora Maria Clara Sobreira. Raquel respondeu afirmando que seria sua avó. Durante a conversa com os militares, a mulher declarou que seu nome não era Raquel e, sim, o apelido pelo qual era conhecida, relatando que seu verdadeiro nome seria Lúcia Helena do Nascimento.

Os policiais solicitaram que Lúcia Helena comparecesse ao INSS, mas ela não apareceu. Joana Dark foi conduzida para o Setor 01 da PM, que fica no Jardim Municipal, e os militares pediram para que ela ligasse para Lúcia Helena e marcasse um encontro. Assim que a comparsa chegou, as duas receberam voz de prisão em flagrante.

Depois de detida, Lúcia Helena, de 39 anos, afirmou que os documentos encontrados com Joana Dark eram de sua avó, Maria Clara Sobreiro, que faleceu no dia 5 de novembro de 2017. Ela disse que passou os documentos para Joana por um pedido da mesma, que, segundo Lúcia Helena, queria verificar o saldo na conta da falecida.

Após serem presas, as duas mulheres foram conduzidas para a delegacia da Polícia Federal, em Juiz de Fora. Os policiais apreenderam os documentos falsos e os cartões em nome de Maria Clara Sobreira, que foram usados por Joana Dark para tentar cometer a fraude.

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