PC conclui as investigações do incêndio criminoso ocorrido no mês passado em Barbacena

Crime causou a morte de uma garotinha de 4 anos e deixou várias pessoas feridas; pai da menina estava internado em estado grave e também morreu no último final de semana

Paulo Emílio Gonçalves/Portal CB

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu, no início desta semana, as investigações do incêndio criminoso ocorrido em Barbacena há um mês em um prédio residencial de três andares no bairro São Geraldo, região central da cidade, quando um militar ateou fogo no carro da ex-mulher que estava na garagem do edifício.

O responsável pelo incêndio, o subtenente da Aeronáutica, José Ricardo Rossi dos Santos, que está preso na Escola Preparatória de Cadetes do Ar (Epcar), em Barbacena, responderá pelos crimes de incêndio, dano qualificado e de homicídios tentados e consumados.

O crime aconteceu na madrugada do dia 15 de março e resultou na morte da garotinha Helena Gava Pupo de Faria, de 4 anos de idade, na destruição de vários veículos e ainda deixou onze moradores feridos, inclusive idosos e crianças, após o fogo e a fumaça atingirem os apartamentos. O pai de Helena, o jornalista e publicitário Thiago Faria de Pupo Nogueira ficou gravemente ferido e teve cerca de 70 por cento do corpo queimados. Ele estava internado no hospital João XXIII, em Belo Horizonte, e morreu no último domingo, dia 12 de abril.

De acordo com a Polícia Civil, “o caso foi finalizado através de inquérito policial, com o indiciamento do investigado, que já estava preso preventivamente”. Ainda segundo a PC, “todas as diligências cabíveis foram esgotadas, inclusive com laudo pericial de levantamento de local, laudo de necropsia, as oitivas das vítimas e testemunhas, bem como análise do circuito interno do prédio que mostrou claramente a ação delituosa e a autoria, tendo como pano de fundo a violência doméstica contra sua ex-esposa, que residia no imóvel”.

Com a morte de Thiago Faria, ocorrida domingo passado, a Polícia Civil informou está aguardando apenas a missa de sétimo dia para solicitar aos familiares a cópia da certidão de óbito, para que o fato seja oficialmente informado à Justiça. Com isso, o suspeito passará a responder por dois homicídios consumados e homicídios tentados em relação aos demais moradores, além de danos qualificados e crime de incêndio.

Após o militar incendiar o carro da ex-mulher na garagem, o fogo e a fumaça invadiram os apartamentos do prédio (Foto: Arquivo/CB)
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