PM acusado de matar ex-esposa em Santos Dumont vai a júri popular

Além do assassinato da ex-mulher, militar ainda responde pelo sequestro da filha de 4 anos; crime aconteceu há um ano

O soldado da Polícia Militar (PM), Gilberto Ferreira Novais, de 35 anos (foto), acusado de matar a ex-esposa e sequestrar a filha há um ano em Santos Dumont vai a júri popular. A decisão foi tomada na semana passada em sentença de pronúncia do juiz Marcelo Alexandre do Valle Tomaz, titular da 1ª Vara Cível, Crime e Execução Penal da Comarca de Santos Dumont. A data do julgamento ainda será marcada.

O crime aconteceu no dia 14 de abril de 2018, no bairro Córrego do Ouro, em Santos Dumont, cidade que fica a cerca de 45 quilômetros de Barbacena. Gilberto Ferreira foi até à casa da ex-esposa Sthefania Parenti Ferreira Novaes, de 29 anos, e efetuou três disparos de arma de fogo na mulher. Ele aproveitou que Sthefania e o então namorado abriram a porta para receber um lanche e invadiu a residência armado. Após matar a ex-esposa, ele sequestrou a filha de 4 anos e fugiu.

O casal havia se separado em janeiro daquele ano e, segundo foi divulgado na ocasião do crime, o militar já vinha fazendo ameaças à ex-esposa que, inclusive, chegou a registrar vários boletins de ocorrência. Ela estava sob medida protetiva.

No dia 19 de abril, cinco dias após matar Sthefania e sequestrar a filha, Gilberto foi encontrado e preso dentro de um shopping, em Belo Horizonte, quando tentava falsificar documentos supostamente com a intenção de fugir. No momento da prisão ele estava com a filha no colo. Atualmente ele está preso no 2º Batalhão da Polícia Militar, em Juiz de Fora.

O advogado de Gilberto Ferreira, Luiz Alexandre Velloso Botelho, informou ao Portal G1 que está verificando se é viável ou não entrar com recurso em relação à decisão do juiz. O militar foi indiciado pela Polícia Civil (PC) no dia 5 de junho de 2018 e denunciado uma semana depois, dia 12, pelo Ministério Público (MP), por homicídio qualificado (feminicídio). Gilberto também responde pelo sequestro da filha de 4 anos e por desrespeito à medida protetiva.

Sthefania Parenti foi assassinada a tiros pelo ex-marido dentro de casa (Foto: Arquivo/CB)
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