PM que matou a ex-mulher e sequestrou a filha em Santos Dumont é condenado a 27 anos de prisão

Crime aconteceu em maio de 2018 e o julgamento foi realizado nesta quarta-feira

Paulo Emílio Gonçalves/Portal CB

O soldado da Polícia Militar (PM), Gilberto Ferreira Novaes, de 37 anos, foi condenado a 27 anos de prisão nesta quarta-feira (14), pelo assassinato da ex-mulher Sthefania Parenti Ferreira Novaes e o sequestro da filha do casal. O crime aconteceu em maio de 2018 numa casa no bairro Córrego do Ouro, em Santos Dumont, cidade que fica a cerca de 45 quilômetros de Barbacena, onde moravam Sthefania e a menina.

A pena aplicada a Gilberto foi de 24 anos por homicídio e três pelo sequestro da filha, que na época tinha 4 anos de idade. Ele foi denunciado pelo Ministério Público (MP) por homicídio qualificado (feminicídio), motivo fútil, emboscada ou uso de meio que tenha dificultado a defesa da vítima, e também pelo sequestro da filha e por desrespeito à medida protetiva prevista na Lei Maria da Penha. O julgamento foi no fórum de Santos Dumont (foto) e os advogados de defesa afirmaram que vão recorrer da decisão.

Relembre o caso

No dia 14 de abril de 2018, o soldado Gilberto Ferreira Novaes, na ocasião com 35 anos, que era lotado no 29º Batalhão de Polícia Militar na cidade de Poços de Caldas, sul de Minas, disparou três tiros na ex-mulher Sthefania Parenti Ferreira Novaes, de 29 anos, e fugiu com a filha do casal, de 4 anos de idade, em um veículo que pegou emprestado com um amigo. Sthefania não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O crime aconteceu na casa da vítima, na avenida Palmira, bairro Córrego do Ouro, em Santos Dumont. Gilberto estava afastado das funções na PM por problemas psicológicos e o assassinato foi cometido porque ele não teria aceitado do fim do relacionamento. Stefhania chegou a registrar boletins de ocorrência na PM por sofrer ameaças do ex-marido.

Gilberto Novaes conseguiu entrar na residência no momento em que um motoboy chegou para entregar um lanche para Sthefania e o namorado Eduardo de Souza Evangelista, que também estava no local e presenciou o crime. Os dois foram surpreendidos pelo policial militar, que estava armado e atirou na vítima. Logo após matar a ex-mulher, Gilberto pegou a filha, voltou para o carro e fugiu.

O crime chocou não apenas a cidade de Santos Dumont como toda Minas Gerais. As polícias militar e civil do estado montaram um esquema para tentar encontrar o militar. Cinco dias após o crime – no dia 19 de abril de 2018 – Gilberto foi preso em Belo Horizonte. Ele foi encontrado em um shopping no centro da capital mineira, barbado e com a filha no colo. O portal Cidade de Barbacena apurou, na ocasião da prisão, que Gilberto estaria neste shopping tentando falsificar documentos, provavelmente com intenção de fugir.

A polícia prendeu Gilberto em flagrante, uma vez que o crime de sequestro da filha ainda estava em andamento. Ele foi encaminhado para o presídio de Santos Dumont e a filha entregue para os avós, pais de Sthefania.

O soldado da PM, Gilberto Ferreira Novais, que matou a ex-mulher Sthefania Parenti em abril de 2018 foi condenado nesta quarta-feira a 27 anos de prisão (Fotos: Arquivo/CB)
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