Jair Bolsonaro diz que volta do auxílio emergencial é ‘quase certa’

Presidente não anunciou o valor, mas segundo fontes do governo deverão ser quatro parcelas de R$ 250, a serem pagas a partir de março

Paulo Emílio Gonçalves/Portal CB

O presidente Jair Bolsonaro (foto) anunciou nesta quinta-feira (11), durante uma viagem ao Maranhão, que o governo federal está estudando a possibilidade de uma nova rodada do auxílio emergencial por três ou quatro meses, a partir de março. De acordo com integrantes do governo, o valor deverá ser de R$ 250, mas inda não está definido. No entanto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que as parcelas devem ser decrescentes, começando em R$ 250 e caindo para R$ 200, que é um valor semelhante à média do programa Bolsa Família.

Jair Bolsonaro, que no momento está sem partido, afirmou que o novo auxílio emergencial é a alternativa discutida atualmente entre o Executivo e o Congresso. No entanto, ele não disse qual será o valor. “Está quase certo, ainda não sabemos o valor. Com toda certeza – pode não ser – a partir de março, por três, quatro meses”, afirmou o presidente. “Isso que está sendo acertado com o Executivo e com o Parlamento também porque temos que ter responsabilidade fiscal”, acrescentou Bolsonaro.

Cerca de metade dos 64 milhões de beneficiados que receberam o auxílio em 2020 deve entrar na lista para esta nova rodada de pagamentos. O presidente e o ministro Paulo Guedes não informaram qual será o critério de seleção e como será feita esta filtragem.

A equipe econômica do governo informou que este novo auxílio deve funcionar como “PEC de guerra” para todos os momentos de excepcionalidade do país, dos estados e municípios. O projeto deve ser incluído à proposta de emenda à Constituição (PEC) do pacto federativo, no Senado, em uma cláusula de calamidade.

Deputado quer auxílio de R$ 600 até o fim do ano

O deputado federal José Ricardo (PT-AM) propõe, através de um Projeto de Lei, que o auxílio emergencial seja estendido até o final de 2021, no valor de R$ 600, para todos os beneficiados que receberam em 2020. Segundo o deputado, a crise sanitária atual e suas consequências econômicas é mais intensa do que a ocorrida no início da pandemia, que justificou a aprovação do auxílio no ano passado.

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