Justiça Eleitoral vai determinar futuro do prefeito de Barbacena no próximo dia 1º

Vice-prefeita e o ex-prefeito Toninho Andrada também são réus nos processos que apuram irregularidade nas eleições de 2016

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) vai julgar no dia 1º de agosto o futuro do prefeito de Barbacena, Luís Álvaro Abrantes Campos (foto), e da vice-prefeita Ângela Maria Kilson, ambos do PSB, acusados de praticar irregularidades no processo eleitoral de 2016, quando foram eleitos. O ex-prefeito Antônio Carlos Doorgal de Andrada, o Toninho Andrada, que passou o cargo a Luís Álvaro, também é réu e será julgado no mesmo dia.

Os três já foram condenados em novembro do ano passado, em primeira instância, pelo juiz titular da 23ª Zona Eleitoral de Barbacena, Joaquim Martins Gamonal. De acordo com a sentença, Luís Álvaro e Ângela Kilson foram cassados e ficaram inelegíveis durante oito anos. Toninho Andrada também perdeu o direito de disputar eleições durante o mesmo período. Ele e o atual prefeito ainda foram multados em R$ 100 mil cada.

As defesas dos três políticos entraram com recurso e o Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais irá julgar agora os quatro processos em que estão envolvidos. Luís Álvaro, Ângela Kilson e Toninho Andrada negam as acusações e afirmam que confiam na justiça.

As denúncias

Luís Álvaro e Ângela Kilson concorreram ao pleito em 2016 com o apoio do então prefeito Toninho Andrada. Durante a campanha surgiram cinco denúncias contra a chapa, entre elas, vídeos publicados no site da Prefeitura caracterizando suposta propaganda eleitoral, o que é proibido; reunião com funcionários contratados da Prefeitura, onde supostamente exigiam que estes servidores votassem na chapa Luís Álvaro/Ângela Kilson, sob pena de perderem o emprego, o que também é ilegal. Outra denúncia afirma que durante a campanha o então secretário municipal de Saúde do governo Toninho Andrada, José Orleans da Costa, teria levado os candidatos Luís Álvaro e Ângela Kilson para visitar hospitais da cidade em horário de expediente, com o objetivo de fazer reuniões com fins eleitorais. José Orleans continuou no cargo e ainda exerce a mesma função de secretário de Saúde no governo de Luís Álvaro.

O caso do vídeo foi o primeiro a ser julgado e condenado, mas os advogados recorreram e o processo está no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os outros processos serão julgados pelo TRE-MG no dia 1º de agosto, em segunda instância, todos de uma só vez. Caso sejam condenados, Luís Álvaro e Ângela Kilson poderão perder seus mandatos e terão que deixar os cargos. Se isso acontecer, o presidente da Câmara Municipal, Ilson Guilherme de Sá, mais conhecido como Tererê, assumira a Prefeitura e terá um prazo para convocar novas eleições para prefeito em Barbacena.

O prefeito Luís Álvaro e a vice Ângela Kilson: julgamento marcado para o dia 1º (Foto: Arquivo-CB)
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