Hospitais de Barbacena e região estão com dificuldades em adquirir medicamentos para pacientes internados em UTI

Situação preocupa profissionais de saúde de municípios do Campo das Vertentes e da Zona da Mata

Paulo Emílio Gonçalves/Portal CB

Hospitais de Barbacena e região estão com dificuldades para adquirir medicamentos sedativos, que são utilizados durante cirurgias e em pacientes que estão internados na Unidade de Tratamento Intensivo (UTI), inclusive em casos de Covid-19.

De acordo com matéria publicada no G1 Zona da Mata nesta terça-feira (23), os municípios que estão com mais problemas são Barbacena, no Campo das Vertentes; Juiz de Fora, Carangola, Cataguases, Muriaé, Ubá e Viçosa, na Zona da Mata.

Um levantamento realizado pelo portal G1 e TV Integração junto aos hospitais, apontou que houve um aumento de 500% no valor dos medicamentos, atrasos na entrega e mudanças no protocolo de tratamento, devido à escassez de determinados remédios. Apesar de terem os recursos para a aquisição, as instituições afirmam que não conseguem encontrar as substâncias, cuja compra é realizada diretamente entre os hospitais e as distribuidoras, sem necessidade de intermédio do estado ou do município. Esta situação, segundo os profissionais de saúde de alguns destes hospitais, coloca em risco a realização de cirurgias, a internação de pacientes em UTI e a realização de entubação para receber a ventilação mecânica.

Os medicamentos que estão em falta no mercado são sedativos epióides, como Fentanil, Sulfentanil, Alfentanil; os anestésicos Cetamina e Dextrocetamina; sedativo benzodiazepínicos, principalmente o Midazolam e bloqueadores neuromusculares, como Suxametônio, Rocurônio, Atracúrio, Cisatracúrio e Pancurônio.

Barbacena

Em Barbacena, segundo a reportagem, o Hospital Ibiapaba, que é particular, confirmou que está com alguma falta de sedativos, anestésicos e bloqueadores neuromusculares, mas não totalmente. De acordo com a instituição, a situação tem sido de “atenção permanente”.

Já o Hospital Regional, da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), que atende pacientes de mais de 50 municípios pelo Sistema Único de Saúde (SUS), informou que não há desabastecimento no local, mas um “contingenciamento e o remanejamento do estoque” e que em alguns casos há a substituição terapêutica por outros similares, prevista nos protocolos clínicos, caso não tenha o item momentaneamente no estoque regular.

A Fhemig informou que as aquisições e entregas de insumos e medicamentos são feitas através de fornecedores licitados e cadastrados no sistema estadual, por meio da Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão (SEPLAG). Esses itens são distribuídos nas unidades e existe um gerenciamento de estoque que tende a ser mais robusto, por se tratar de uma rede.

(Fonte: G1/Zona da Mata)

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