Produtores de rosas de Barbacena e Alfredo Vasconcelos se unem a voluntários e levam ‘esperança’ em ação solidária

Lápides do cemitério Parque Repouso da Saudade ganham rosas, numa tentativa de promover uma ressonância positiva neste período de dificuldades

O Brasil e o mundo vivem um momento único na história. Os desafios provocados pelo novo coronavirus (Covid-19) são enormes. No entanto, inúmeros especialistas das áreas da saúde, política, educação e desenvolvimento humano são unânimes em afirmar que todos devem manter a esperança. Esperança na ciência, esperança nas pessoas, esperança na religiosidade, ou seja, esperança que não há mal que nunca se acabe.

A esperança é uma crença emocional na possibilidade de resultados positivos, relacionados com eventos e circunstâncias da vida pessoal. E para ter esperança requer uma certa perseverança de acreditar que algo é possível, mesmo quando há indicações do contrário.

Pensando nisso, três voluntários – duas mulheres e um homem -, em parceria com os produtores de rosas de Barbacena e Alfredo Vasconcelos promoveram uma ação solidária denominada “Rosa da Esperança”, para que as pessoas possam manter ainda mais a esperança em alta.

O objetivo foi promover uma ressonância positiva em Barbacena, para que, mesmo em um momento desafiador, as pessoas possam ser colaborativas e cada vez mais humanas.

Na semana passada, os produtores de Barbacena e Alfredo Vasconcelos doaram milhares de rosas e os voluntários as levaram ao cemitério Parque Repouso da Saudade, em Barbacena, onde distribuíram em todos os túmulos. Cada lápide recebeu a sua rosa, em homenagem àquele ente querido que partiu, mas também com a lembrança de que sempre se pode remoçar e ser resiliente em todos os momentos da vida.

Emoção

De acordo com uma voluntária, a experiência foi positiva e reconfortante. “Foi lindo! Um gesto de carinho e amor ao próximo. Foi como abraçar as todas as famílias de Barbacena, já que, temporariamente, não podemos ter contato com as pessoas”, disse ela.

Já o voluntário afirmou que “aqui (cemitério) todos ficam iguais, o que deveria acontecer em vida. Em um lugar onde todos já estão em paz, só podemos acrescentar mais amor”.

Solidariedade

Esta ação foi possível principalmente porque os produtores de rosas de Barbacena e Alfredo Vasconcelos fizeram a sua doação. “Agradecemos imensamente a esses produtores pela sua solidariedade em um momento tão complexo como este que estamos vivendo”, destacou a outra voluntária.

Os três voluntários agradeceram a direção do cemitério Parque Repouso da Saudade, por terem autorizado a ação solidária no local.

Anonimato

Em um momento desafiador para a história do mundo, o trabalho voluntário é importante. Todas as pessoas que participaram desta ação solidária não quiseram se identificar, pois mais vale um trabalho colaborativo que a divulgação de nomes.

Os voluntários colocaram rosas em todos os túmulos do cemitério Parque Repouso da Saudade (Foto: Divulgação)
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